CRISE NA VENEZUELA: INÍCIO DA REUNIÃO DO GRUPO DE LIMA E O FUTURO EM JOGO

No rescaldo da tentativa fracassada de trazer caminhões de alimentos e assistência médica para a Venezuela, os esforços para encontrar uma saída para a crise começaram na segunda-feira (25), em Bogotá.

CRISE NA VENEZUELA

O Grupo de Lima, que reúne 14 países, em grande parte hostis ao presidente Nicolás Maduro, iniciou uma reunião crucial em Bogotá, com a presença do Vice-Presidente dos Estados Unidos, Mike Pence, e o adversário Juan Guaidó reconhecido como presidente interino da Venezuela por mais de 50 países, incluindo o Brasil.

“No Grupo Lima, estamos lutando por que essa solução seja pacífica”, disse o vice-ministro das Relações Exteriores, Hugo de Zela, na abertura da reunião.

“Temos repetidamente reafirmado nosso compromisso com a transição democrática e a restauração da ordem constitucional na Venezuela“, acrescentou o ministro das Relações Exteriores da Colômbia e anfitrião, Carlos Holmes Trujillo.

Ele ainda disse que, com o apoio do Grupo Lima, alguns países, incluindo a Colômbia, fizeram um esforço significativo para facilitar um corredor humanitário para prestar assistência internacional com o objetivo de aliviar, mesmo parcialmente, a grave situação que afeta os venezuelanos.
Mas o ministro denunciou que o governo de Maduro reagiu com o uso da força e violações maciças de direitos humanos, o que ele considerou “inaceitável”.

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Hugo de Zela acrescentou: “Chegou a hora de mais medidas para isolar o regime, medidas mais claras que aumentem a pressão, e estamos prontos para adotar uma postura mais categórica, agir politicamente”.

Crise na Venezuela

O Grupo Lima, formado por 13 países da América Latina e Canadá, foi criado em 2017 para promover uma solução para a crise na qual, a antiga potência petrolífera venezuelana se encontra. O grupo não reconheceu o segundo mandato de Maduro, que começou em 10 de janeiro.

Bloqueio de fronteira


Nicolás Maduro fechou as fronteiras e mobilizou o exército para impedir a chegada de ajuda humanitária de diversos países, que ele denunciou como uma ação de intervenção militar dos Estados Unidos para derrubá-lo do poder.

Caminhões carregados com bens essenciais tiveram que voltar no sábado (23), enfrentando o bloqueio na fronteira que aumentava. Pelo menos duas pessoas foram mortas e centenas de feridos em confrontos nas fronteiras da Colômbia e do Brasil, onde outra parte da ajuda é armazenada.

Nicolás Maduro ainda se beneficia do apoio do pessoal das forças de segurança, que contam com mais de 365.000 membros, além de 1,6 milhões de militares civis.


Nicolás Maduro fechou as fronteiras e mobilizou o exército para impedir a chegada de ajuda humanitária de diversos países, que ele denunciou como uma ação de intervenção militar dos Estados Unidos para derrubá-lo do poder.
Caminhões carregados com bens essenciais tiveram que voltar no sábado (23), enfrentando o bloqueio na fronteira que aumentava. Pelo menos duas pessoas foram mortas e centenas de feridos em confrontos nas fronteiras da Colômbia e do Brasil, onde outra parte da ajuda é armazenada.
Nicolás Maduro ainda se beneficia do apoio do pessoal das forças de segurança, que contam com mais de 365.000 membros, além de 1,6 milhões de militares civis.

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